23/09/2021 às 16:14 Especialista imobiliário

Arrendar ou comprar?

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2min de leitura

Algumas pessoas preferem arrendar, dado que o processo é muito mais simples e terá, eventualmente, menos responsabilidades a vários níveis (na manutenção do edifício, por exemplo). Por vezes, a única alternativa é mesmo o arrendamento. Será o caso de quem ainda não tem poupanças suficientes para efetuar a aquisição pretendida ou prevê que a sua permanência em determinada zona será de curta duração (1 ou 2 anos, por exemplo). Também será a opção mais segura para quem tiver um emprego precário ou uma situação laboral ainda não definida. Porém, salvaguardando estas exceções, é sempre de ponderar a hipótese de comprar casa. Em última análise, tudo poder´q depender das ofertas disponíveis para cada opção.

Para habitações equivalentes, em princípio, a renda será mais baixa do que os encargos de um empréstimo pela totalidade do custo da casa. Obviamente, tudo depende do valor da renda, do preço que conseguir negociar para a compra e, sobretudo, do empréstimo a solicitar. Em certos casos, a renda poderá até ser mais elevada do que a prestação mensal. Mas convém não esquecer que a compra de casa tem ainda outras despesas associadas.

Vamos a dados concretos. Em média, os contratos de arrendamento atual­mente efetuados prevêem rendas mensais que, calculadas ao ano, rondam 5% a 7% do valor da habitação. Assim, para uma casa de 100 mil euros, a renda mensal poderia ser, por exemplo, de 500 euros (100.000 X 6% / 12). Caso adquirisse esta casa recorrendo a um crédito bancário, quanto ficaria a pagar mensalmente? Isso dependeria das condições negociadas com o banco. Vejamos alguns cenários possíveis.

Se pedisse um empréstimo pela totalidade (os 100 mil euros), a pagar em 30 anos e com uma taxa de 2%, pagaria uma prestação de cerca de 370 euros. Caso o empréstimo fosse de apenas 75 mil euros, e para o mesmo prazo e taxa, a prestação rondaria os 280 euros, isto é, seria inferior à renda paga. Mas haveria ainda que contar com os impostos e despesas associadas à compra (seguros, mensalidades do condomínio, entre outras "despesas fixas" que não estariam contempladas num arrendamento) que, no total, podem atingir centenas ou até milhares de euros. Por outro lado, os montantes mensais pagos estariam a contribuir para aumentar o seu património, o património imobiliário da sua família.

É ainda necessário realçar que existem determinadas zonas em que o arrendamento está algo inflacionado. Embora o valor das habitações (para compra) também o esteja, nessas zonas específicas, normalmente, a decisão de recorrer a um crédito bancário e fazer a aquisição de uma habitação, costuma ser a melhor alternativa.

É simples... é só fazer as contas. :)

Até ao próximo artigo!

23 Set 2021

Arrendar ou comprar?

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